A fera quer se alimentar de sí próprio, para fugir de sí...

" Quando está faminto. Faminto há ponto de perder à razão, e seus instintos revelam -se , e por instantes, seu lado visceral são seus olhos, a sua razão. Descontrole físico, a cada rosnada do seu estômago, descontrole e fisgada, descontrole a cada camada abissal de sí. O animal impulsivo, compulsivo quer se alimentar, e cobrir, cada lacuna vazia de seu âmago. A fera quer se alimentar de sí próprio, para fugir de sí. Segue a insuportável escravidão de ser o ideal, mais desleal que possa existir. Não consegue respirar a vida, a morbidez da vida."
                                                                                           Rafael A. Domingos  - 2017

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