As vezes as lembranças de infância voltam e me fazem sentir saudades do tempo em que brincar era minha única vontade.

As vezes  as lembranças de infância voltam e me  fazem sentir saudades do tempo em que brincar era minha única vontade. 
Do período da escola, apesar das chacotas, lembro de amar o ambiente da sala de leitura e os dias em que podíamos ficar fora da sala, na quadra.
Brincar no quintal, pisar no barro, tocar as campainhas e sair correndo, passar o dia pintando, desenhando, sem ver as horas passar...
Brigar e minutos depois abraçar, se desculpar.
Essa ingenuidade, sinceridade me fazem falta.
Por isso eu digo, a vida adulta é guardar tudo isso na memoria, sem volta.
São cobranças, rotinas e desavenças continuas...
Eu sei que, o passado deve só na lembrança ficar, sem ter que no presente,
querer voltar.
Mas o que ser adulto pode nos  tornar, assassinos da nossa humanidade,
isso sem querer generalizar...
Mas matar por matar, as diferenças não saber respeitar,
é a criança que fomos um dia assassinar!
Querem a nossa boca calar, com doutrinas e dogmas ancestrais,
que não condiz com dias atuais.
Misoginia, racismo, homofobia, guerras de classes e as minorias.
Um dia todos fomos só crianças que queriam brincar...
Isso não  é se vitimizar, só quem já recebeu um olhar torto,
um dedo apontado, e ser pauta onde chegar, pode falar!
Não existirá fim de qualquer luta ou resistência,
sempre existirá quem vai contra a nossa existência.
Bradar é necessário, porque os que dão voz a repressão,
deixam de ser quem são!
                                                                      


                                                         Rafael A. Domingos


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