Na minha estranheza, que me pus, ou puseram-me, fico confuso em pensar sobre a sensibilidade do animal que se diz racional

Meu lado visceral é como um mostro invisível, que dorme e não se sabe quando vai despertar.
Inconstante,
Quando acorda me tira o ar, me dilacera por dentro fazendo com que eu brigue comigo.
É como se o meu lado negro invisível aos olhos cansados do mundo, pelo homem pintado, e das promessas de céus. Me rebelasse em revoltas, sendo Ouroboros,
Destrutivo a si próprio... Ou não.
Eu sou meu caos! Penso em me controlar, mas existe dualidade. Sentimentos incontroláveis como entidades que ficam a merce do improvável sentimento de ser.
Na minha estranheza, que me pus, ou puseram-me, fico confuso em pensar sobre a sensibilidade do animal que se diz racional. Não consigo me encaixar, ou usar correntes de outros.
Eu sou a minha própria prisão! Minha própria tortura.
Em algumas manhãs consigo enxergar a simples e magnifica beleza da luz que penetra a janela de vidro quebrado, e quando atravessa à cortina branca amarelada, cria uma nuance tão linda que me faz ter, outra perspectiva de olhar. Esse pequeno instante de, talvez contemplação me faz fantasiar,ou ter um instante de insigh de realidade. No simples também mora a riqueza. O que é riqueza?
Eu sinto o egoismo quando penso na "Evolução", me sinto triste. O mesmo que criou uma solução, colocou-se em extrema degradação. O mesmo que criou o céu, criou o inferno.
Somos tão complexos , confusos, perdidos. Eu não quero só prazer, mascaras e personagens, títulos...Quero pode dançar solto, sem ter que me preocupar em manter uma postura comunal.
Me sinto obrigado a ter que seguir essa estrutura sistêmica, à nós empurrado na guela.  
Pintura e Texto : Rafael A. Domingos



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