Eu posso colocar as minhas melhores fotos,
os ângulos que eu quero ser visto.
Assim alimentar as suas expectativas e idealizações
de ser quem eu não sou.
As fotos não dizem nada sobre mim,
são momentos congelados, as vezes " montados".
Eu sou feito do mesmo barro que se decompõe
sobre os dias que passam,
eu sou a alma ligada ao corpo
que não me reflete,
eu estou por trás dos olhos,
feito de sentimentos intensos,
eu sou a metamorfose que se metamorfoseia...
Eu sou abraço apertado,
o sorriso, a expressão que fala.
E no fim não sou mais nada disso,
a não ser mais uma memoria
que será perdida no tempo.
Rafael A. Domingos
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