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Mostrando postagens de abril, 2019
Eu vejo poesia nos vidros dos  prédios, nas árvores paradas e no asfalto queimado de um dia ensolarado. Eu vejo poesia nos  carros parados no trânsito, com seus motoristas emburrados e pensamentos vagos.... A vida é poesia, com belas composições, rimas e  distorções
Observar as pessoas é complexo, a nossa "máscara" social "fala" que tudo é comum, normal, mas há dias em que é bizarro pensar na "evolução'" do homem... Olhar o modo com que, nós animais" racionais" nos portamos, o modo como nos prendemos à nada,  por questões "óbvias" e também por nada... Há tanta beleza e ao mesmo tempo tantas coisas "feias"! O que seria de nós sem e os protocolos da rotina, sem a disputa de ego e a competitividade? É quase impensável pensar sobre isso, mas  não é humano o que estamos sendo submetidos para engrandecer outros "humanos"...
Transito no interno das emoções vivendo a oscilação de vive-las inteiramente. Vivo do avesso, tentando entender os dias,  as agonias e todas as sombras da luz do dia. Viver entre as emoções é mistura-se em uma única forma... Se desgrudar é uma guerra infinita, quando se vive o sente.

Efêmero

O ócio acelerado, a usura pelo ouro de tolo E os copos cheios nas mesas, cheias de gozos vazios e efêmeros... Vida estática sobre os passos rápidos dos que não sabem dançar.

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Os raios de sol que tocam  meu corpo alimenta a minha alma. O vento que adentra suavemente as minhas narinas regem a vida que dança sobre mim. O  corpo marcado, carrega todas as histórias do tempo vivido, a distorção do espelho  diante da minha imagem, não  reflete  os meus olhos, com verdade...  São outros olhos…  Meu corpo é  o reflexo de todos e  de tudo na minha mente, o vômito da mente impregnada nas minhas formas.
Se não há forças genuínas, Se os atos já são deboches, ironias, apenas vá... Se a e cúmplicidade  se faz vazia, apenas vá... Talvez o tempo conserte ou deixe inerte.
Olha para o céu Olha para o sol Olha para os galhos das árvores que dançam sobre o vento, Olha nos detalhes, mas olha com vontade . Estica o pescoço e levanta a cabeça além da onde consegues olhar.
Estamos sempre atrás de emoções, prazeres e qualquer que coisa que salve o nosso dia. Estamos sempre fugindo de nós mesmos...
O que seria de mim sem "você"? Somos o encaixe perfeito, a conexão em uma única vida... Estamos sempre juntos, se amando e se odiando, lutando e tentando se entender. O que seria de mim sem mim? Não é narcisismo, é reconhecer o valor de ser quem se é, é acolher-se entender-se.
Cada pessoa é um universo Por trás dos olhos vidrados e pensamentos vagos, o sol pode brilhar para quem o céu contemplar. É difícil se acostumar com dias em que  não se quer levantar e  obrigar-ser à   ir trabalhar. Por trás das caras fechadas, quase fardadas e a idade sentada querendo de volta a juventude roubada, por Morais empurradas, ditaduras quadradas. No livro "sagrado" a vida depositar, maquiar propósitos buscar e se autofragelar. Rezas, crenças... Pião desgovernado no mundo parado, que te faz rodar, perdidos...

Desvaneios

Curvados com a cara na tela e ouvidos abafados. Estamos tentando fugir do real, para dentro da tela criar um mundo surreal. Curvados, e corcundas... E fundi-se a nova formação genética corporal, estrutural do Sapiens Sapiens... Pés de boneca sem dedos, igual de manequins que não tocam o chão, os insights  vem, e os meus olhos acordam para a vida, onde na maioria das vezes me perco por supérfluos prazeres, que não me fazem gozar... Entre a labuta de um dia claro cheio de penumbra fico a mercer de ir atrás do pouco para sobreviver, e alimentar o básico do capitalismo escravo. E mesmo assim procuro vida no transporte apertado, e nos dias nublados. Vendo a inocência da criança que canta, segurando a mão da mãe área nos pensamentos, procuro vida... Quando fecho os olhos e entro em devaneios.