Desvaneios
Curvados com a cara na tela e ouvidos abafados.
Estamos tentando fugir do real, para dentro da tela criar um mundo surreal.
Curvados, e corcundas...
E fundi-se a nova formação genética
corporal, estrutural do Sapiens Sapiens...
Pés de boneca sem dedos, igual de manequins que não tocam o chão,
os insights vem,
e os meus olhos acordam para a vida, onde na maioria das vezes me perco
por supérfluos prazeres, que não me fazem gozar...
Entre a labuta de um dia claro cheio de penumbra fico a mercer de ir atrás do pouco para sobreviver,
e alimentar o básico do capitalismo escravo.
E mesmo assim procuro vida no transporte apertado,
e nos dias nublados.
Vendo a inocência da criança que canta, segurando a mão da mãe área nos pensamentos, procuro vida...
Quando fecho os olhos e entro em devaneios.
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