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Mostrando postagens de novembro, 2018

Morte

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Pintura e Texto : Rafael Antonio Domingos. Quando ela se faz presente entre a vida, fica as lacunas, as feridas. O choque de não existir, é algo que deixa um grande vazio, uma grande lacuna sem poder expressa-lá, o que se passa na mente, nos sentimentos. A sensação é de cair em um abismo escuro que nunca tem fim ( um despencar continuo) Me perguntaram o que  me faz crer que estou vivo. E um vaco sempre toma conta... Incógnita É preciso fazer um lembrete: Todos os dias são únicos. Todos os segundos, instantes. São únicos. Ser racional é lembrar que sair de casa, não quer dizer que irá voltar. A morte é incógnita Cria-se uma dualidade, uma briga que todos que se questionam devem passar. Se cada momento é único,para que se irritar? se limitar, brigar... Sistema de merda, homem evoluído de merda! Pés nos chão! Trabalhar demais é morrer em vida, não se questionar, não dançar, ou só em casa ficar, é morrer em vida. Para que esperar o momento chegar para que...

Imersão

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Pintura e Texto - Rafael A. Domingos Quando me olho, vejo-te. Em nós há um pouco de todos, em todos há um pouco de nós. As vezes subestimo-me de tudo que já fiz, de tudo que sou, acho pouco, acho muito. Mas o que é pouco e muito? Em pleno o gozo da "juventude" as questões são montanhas, nas costas. ( quero a criança  que fui de volta) As minhas evasões vem em dias de esquecer, viver, e há muitas não, submeter-me. Quando as palavras se incorporam e ganham cuidado na sua composição, torna-se eu. Em borrões de tinta posso sucumbir-me, perde-me, encontrar-me, nos sentidos das pinceladas dançar... As vezes nada consigo ver. Nas minhas expressões há variantes das inconstâncias, que sou. Essas estranhezas, vislumbres, são olhos de vidro, as vezes nítidos da nossa "sanidade", as vezes sujos e rachados, dificuldades para enxergar. Imersão em si, é abismo vasto. Dentro do universo interno há espaços imensos, amontoados, fios embaraçados, caminhos ...

Explosões.

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Explosões Pintura e texto Rafael A. Domingos Carrego dentro mim uma bomba relógio. Há qualquer momento pode explodir, e destruir-me por inteiro. Minhas emoções. O maior devastador da nossa especie, O maior dominante de nós. Nessa explosão, morre-se ou vive-se. Afunda ou emerge, dança ou recolhe-se. Nessa erupção, as emoções rodeiam queimam, esfriam, criam, destrói. Explosões são como redemoinhos desgovernados que se governa acalmam -se. Regeneram-se. Não se sabe por quanto tempo, ficaram, Apenas sabe-se que de nós fazem parte.
Situar-se  é necessário como um pressagio. Em todo caminho  há estrelas, já dizia Quintana. O nosso caos nos cega,  parece amnesia Essa venda nos olhos nos impede  de sermos melhores quando não reconhecemos que  em dias piores, também nos tornamos nobres. Todo vilão já foi mocinho, oprimido. Ao não exercer quem somos, desde o grotesco, profundo e superficial, Seremos incompletos e irreais. desumanos  e continuaremos sendo animais. Estatuas são lembranças congeladas no tempo, perecível ao tempo. Vamos tirar as mascaras de tempos que nos assombram, desmascara-los, bate-los de frente. Essa luta com tempo que nos trás quem já fomos, é um elo que precisa se juntar, para o quem somos no presente continuar a caminhar...

Deus

Quando me perguntam o que é deus,  logo penso: Deus é a vida, é o ar que entrar nas narinas, o chão que tu pisas, o cachorro que late, o rato do esgoto. Deus é você, sou eu! Deus é o ladrão, os mendigos e a elite. Deus é amor, raiva, tristeza felicidade, Ódio, e todas emoções Deus é humano, animal, (átomos) deus  é todos.

Fragilidade..

Mostrar nossas feridas, é abrir a janela da nossa imensidão, não é ser frágil, é efusão. É mostra que existem dois lados da casca, da nossa superfície. Atrás dos olhos, é possível entrar. Semelhantes  a nós, podem, nos inspirar, mesmo com  suas dores. Na semelhança o incomum se torna um lampejo de esperança...

O tempo é uma brecha de tempo, no momento presente?

É domingo de um feriado prolongado, lá fora, garoa fina e neblina, Consigo ver pela luz do poste da rua. Já no banheiro, debaixo do chuveiro, com a luz apaga e deixando a água  cair, Fiquei pensando no tempo. O tempo é uma brecha de tempo, no momento presente? Como se mede o tempo, Não consigo descrever o tempo, Será que nós somos o tempo? Fico gastando esse tempo, pensando no tempo.

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Como em um único dia, pode-se encontrar a magia, de conversar, abrir-se e se sentir à vontade, como se fosse uma longa amizade. Fazia alguns anos que eu não sentia frio na barriga. Fico assustado, É um sentimento bagunçado, que um dia me revirou bagunçou... Uma breve queimação, com ar pesado no estomago! Euforia, Quase um orgasmo de intelecto, sem  tocar. Um beijo especial...
Feminino masculino, macho, É bagunçada essa divisão, no organismo correm as duas esferas, macho e a fêmea... É efêmera o que são. É obvio a estruturação biológica... Mas o que isso importa, quando na mente brincam essa fluidez de ser... Querem nós enquadrar, hostilizar. o social é só onda oscilando o tamanho, velocidade. Não é constante, uma hora quebra e se mistura no mar.
No meu pequeno espaço quadrado, porta amarela manchada de tinta óleo, parede marcada com mãos de tinta, minhas marcas de momentos de completa desordem... Nesse espaço que expressa o que sou por dentro e por fora. Deitado na cama de cara com a pia, Esse pequeno espaço são os traços, do meu dia a dia. Onde  fundo-me com  todo o resto, me tornando apenas esse espaço pequeno , quadrado.
Foi no pé de manga que mal tava manga. Já velho, mas ainda estava em pé, O quintal era grande, muito mato e arvores, Ainda era criança, amava se pendurar nas arvores e imaginar. Foi no pé de manga, que nem está mais lá! Não me lembro ao certo, só me vem os flashes, e o dia nublado. Ali a igreja "teria condenado mais um pecado" abominado. Quando subi no pé manga, lá já estava, cheio de lábia. Na adolescência e na infância, distintas mudanças. A adolescência,no fervo dos hormônios, pelos pubianos, está latejando! querendo sair... A infância, inocência... caiu de boca. Ali uma mudança começava, despertava, coceiras que nem sabia que tinha... No pé de manga, pela primeira vez viu "catarro'' Sair de outro lugar. Macio e cheiro forte, gosto esnobe! 
Hoje eu comi por mim por você, por três, por seis. Pela ignorância, pela inconstância, pela infância Por causa do buraco nas minhas entranhas. Buraco fundo que sempre cabe mais. Buraco faminto daquilo que sinto. Comi pela minha família, pelo caos, da bebida, Comi por  meu passado, comi meu futuro, comi por minha alma, comi tudo.                                        Rafael A. Domingos
As vezes fico tão acelerado, que nem vejo o estrago, de não ter percebido os caminhos, que eu tenho andado.                              

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Agora estou a pensar... A escrita que faço sou eu? Não existe separação, esse é o meio de vomitar o que aqui dentro fica a me agoniar, querendo sair e ser lançado no  universo. O que vós leem, é o vomito das minhas entranhas, é o  que se esconde no meu âmago.                                                                                         Rafael A. Domingos
É difícil querer se descrever quando  estamos em constante mudança, o  que eu  amava ontem,  hoje posso odiar. Os gostos mudam, as pessoas mudam, nós mudamos (mudaremos). É muito bonitinho ter uma descrição de quem se é ( ou de quem pensa que é, ou quer ser?) Eu não gosto de subestimar, mas eu nunca tive algo definido. Eu coloco dúvida, a minha cara pode mostrar o que eu não sou... atribuem minha indecisão ao meu signo de libra! Sendo que sou um desequilibrado... A vida me deixa atordoado, olha o que somos e criamos, somos mudança desde os registros, e o que será, que seremos? Estamos em um nível  insano, onde está todo mundo em conflito, consigo e com o outro.                          
Abraçar  a  sua sombra é entender, que  um dia você vai morrer, que você nem sempre precisa vencer, ou, o melhor ser... Saber que dias ruim também fazem parte de você, felicidade não  é um estado constante... na tristeza também há felicidade e prazer. Estar sozinho não é ruim, é ser você sem interferências dos papeis que precisamos atender. O bonequinho, que pediram para todos sermos, perfeitos, e de plásticos é algo descartável, somos de carne que apodrece e fede, carne real,  perecível, enruga, O sangue corre nas veias que, alimentam nosso templo de carne, viva... A luz nasce na escuridão, é o contraste que faz, parte, Não acredite em constituições, feita por homens, que nos fazem uns aos outros agredir.                                                   Rafael A.  Domingos
Será que existe paz? O que é paz? Será que é mais um monte de significados amontoados, momentos de gozo, prazer... um pequeno espaço de tempo que  achamos, um o êxtase  dos acúmulos internos, uma amnésia do que somos, ou uma embriaguez... O mais engraçado são as pombas brancas, que vivem na miséria, querendo migalhas alguns dizem que são ratos voadores, muitos sentem nojo! Percebem a contradição, é o símbolo da paz, e não vivem em paz... a maioria perdem a os "pés" podem voar mas não conseguem andar... Tem asas e podem voar, mas ficam atras de migalhas. Nós somos pombos. Nó queremos paz, fazendo guerra. Queremos ir para o céu, fazendo o inferno,  assemelhar-se  a deus,  usando "seu, livro" para roubar e matar. Ficar no altar em seu lugar. Queremos paz,  e o que é  paz? Acorde, o futuro é tudo invenção da mente, viver no presente é se encarar de frente. A paz não é universal, é sua, seu produto interno, não está em nada, a ...

É transcendental, é uma divindade de fato...

Existem músicas que são a sinfonia da alma, um simples som pode expressar o que há muito tempo não conseguimos para fora colocar. É transcendental, é uma divindade de fato, É como se  os sentimentos fossem uma grande orquestra, a sincronia, acalma, bagunça, abre buracos... fecha buracos, da vontade de dançar, pular, se entregar ao som como se houvesse uma junção,  nos tornamos os sons. As vibrações de cada nota é a batida do nosso coração. Ser a música é fazer parte do invisível inexplicável  foi a forma que encontramos para imprimir o que não se explica, mas sente,. É capitar energias soltas no ar,                                                                                                       ...

Encho-me até uma hora transbordar.

Antes eu chorava até me afogar, era areia movediça, me afundava fácil. Agora as lagrimas rodeiam meus olhos, e a muralha que me tornei, as vezes só deixo elas rodarem , sem que eu possa me molhar. Encho-me até uma hora transbordar.
Não se sentir pertencente. Me cansa os excessos, mas também sou excessos Me cansa de ser negativo e também positivo. Não consigo se entregar como  a água que se misturam e correm nos rios. Gosto do meu espaço onde me acolho e me entendo, Filtros me incomodam e são necessários. Cada pessoa é um universo único, sem explicação!                                                         Rafael A. Domingos
Geralmente após se entregar ao que chamo de "viver" me faz ver coisas que perco em mim, sensibilidade, melancolia, aflições do  que me tirou a paz algum  tempo atrás... É tanta confusão, não consigo me sentir mal em vão! Um ambiente de loucuras, descontroles e amarguras me levam para o passado de onde aquela criança sentia medo e se sentia preza Hoje eu entendo que tudo faz parte das vivencias, amadurecimentos, mas tudo tem consequências. Agora eu quero vomitar tudo, colocar para fora, mesmo que doa, e os sentimos voltem... A memoria não se apaga, e o que ficam guardados, são flashes no tempo, que vagam no tempo.                                               Rafael A. Domingoss
Eu não sei o que pensar, não gosto de meus sentimentos no outro depositar e achar desculpas para me enganar Nem tudo é flores, prazeres e excessos, onde achar o equilíbrio de ser quem você é? Um ser errante... As vezes realmente é melhor se respeitar, entrar na solitude  para pode se olhar, se reconectar, no nosso caos sempre tem respostas. A escuridão só faz sentindo por causa da luz, a felicidade só poder ser reconhecida se existir tristeza, essa linha tênue entre nossos lados variantes que nos fazem ser. Somos os sentimentos somente no êxtase das emoções, e vemos as nossas, facetas, estranheza...                                                                              Rafael A. Domingos
Nos dias em que cometo excessos me afogo nos meus lamentos e desesperos, as vezes fico agonia o dia inteiro. Bate aquele vazio de não saber o certo como se entender, o que fazer, ou para onde correr... `Não dá correr de quem Si!                                                                       Rafael A.Domingos