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O extremo gritou dentro de mim, e quando ficou quase tudo escuro, Quase difícil de ver a pequena luz  e eu saltei e pedi ajuda, DENOVO. DENOVO a dose diária do remédios da "alegria". O amenizador da existência, O calmanye dia sensíveis que não conseguem andar.

Gira parado

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E nesse ciclo vicioso, de lutas e brigas a roda ainda gira. Gira, mas no mesmo lugar sem se mexer, A mente briga com a mesmice, Briga com os prazeres repetidos. Gira em círculos, me cansa mas ainda gira,  E naquele lema da roda, que  hora está por cima e outra por baixo,  desenho a minha vida.
Eu não quero ser uma peça de carne no seu abatedouro. Alimentar suas necessidades, e ser uma peça descartável. Eu tenho um universo além da casca e das normas, quero  poder entregar os vários que sou, Mas você precisa adentrar meus olhos, minhas entranhas e sentir, todas as constelações que há mim... Quero que todas as armaduras caiam, assim revelando a verdeira face que muitos não veem. Se dissolver em uma única mistura com as suas misturas.
Hoje recebi uma flor amarela. E nela veio um abraço apertado um olhar pequeno e brilhoso Um sorriso largo, amável e desajeitado. Fazia tempo que  não recebia tanto em tão pouco, Fazia tempo, que flores amarelas não ganhavam cores. Fazia tempo que não via flores em alguém...
As vezes me perco em mim nas situações sem perceber As situações do dia dia que  suga a razão, tira as emoções e faz caminhar sem sentir o chão. Hoje acordei percebendo os acelerados, me percebendo. Chateado em estar em um ciclo repetitivo. Em relações rasas, de egos que gritam, disputas sem que sejam percebidas. 
Há dias  ando acordando a flor da pele, Há dias que os dias tem sido intensos sobre meus olhos cansados dos mesmos dias. Há dias minha pele  quer se despir Dos acúmulos, dos fardos Há dias  que ando perdido em mim, "Desvaneando" sobre os pensamentos.

Madrugadas...

Madrugadas ... Uns dormem para logo ir trabalhar, Outros perambulam sem destino, para sua realidade apagar. Mortes, negócios, ocios e ocios Ah que agonia e aflição não entendo essa descontentação... Madrugadas em prantos o travesseiro é o confessionário das inquietações. Na noite até o sol raiar, uns trabalham, para  a  vida não parar.. Ah vida, ah madrugadas, disso só a?quero experiência e clareza.o No canto escuro pareço que vou continuar ( onde todos querem  ficar) Pode ser romantização. Dessa vida só quero voar.

Cansei

Cansei... Cansei de mim  e de  você Cansei das mentiras, das futilidades. Isso tudo só aumenta o grande vaco, eu sou um vaco. Uma brecha esperando o tempo enfim esgotar. Eu estou esgotado de tudo e de todos.

Fazia tempo

Fazia tempo.  Fazia tempo que não sentia vontade de chorar, Fazia tempo que não sentia a sensibilidade querer sair pelo meus olhos, Olhando para o céu... Fazia tempo  que o mórbido não me fazia querer chorar,  e os vazios dos espaços cheios, dentro de mim escoar e arder nas entranhas. Fazia tempo que não me sentia. Fazia tempo...
Ainda insisto... No fundo, insisto em enganar-me!  As idealizações despejadas na minha cabeça assombram-me.  E quando a lucidez vem, já é tarde, porque os sentimentos já me transbordaram e me afogaram.
Estou aprendendo a fechar os olhos, e sentir à brisa da vida  e os sons do dia. Estou aprendendo a fechar os olhos para enxergar o que não enxergo de   os olhos abertos... Por trás do que fica exposto inerente, A casca esconde o que muitos sentem... Meu olhos  fechados me mostram caminhos que são como são, E a película que "protege" a vida, Dos que morreram em vida em vão... Eu fecho os meus olhos para fundir minha alma com a sensibilidade para ter  clareza de não "robotizar" mais, meus dias, Eu fecho os meus olhos para olhar o vazio apenas ser, e o eco escoar na imensidão do âmago. Eu fecho os  meus olhos para se conectar com o transcendental das cores. Para dançar com o vento  e a sacola de plástico que voa sobre o asfalto  cinza.
Estou aprendendo a fechar os meusolhos, e sentir à brisa da vida  e os sons do dia. Estou aprendendo a fechar os meus olhos para enxergar o que não enxergo de   os olhos abertos... Por trás do que fica exposto inerente, A casca esconde que muitos sentem Meus telefones olhos  fechados me mostram caminhos que são como são, E a película que "protege" a vida, Dos que morreram em vida em vão... Eu fecho os meus olhos para fundir minha alma com a sensibilidade para ter  clareza de não robotizar mais, meus dias, Eu fecho os meus olhos para olhar o vazio apenas ser, e o eco escoar na imensidão do âmago. Eu fecho os  meus olhos para se conectar com o transcendental das cores. Para dançar com o vento  e a sacola de plástico que voa sobre o asfalto  cinza
Gosto de mato, vinho barato, brejas geladas, na calçada... Gosto de mato e ficar descalço Sem medo do viés alheio ou querer agradar para se encaixar... Gosto de meditar, relaxar pensar, observar, olhar... Gosto dos caminhos alternativos, dos introvertidos, dos que lêem livros... Gosto da escrita, das rimas, das boas pessoas, das energias que vibram sobre a vida... Gosto dos que vêem além da casca supérflua e sentem o divino no nada, Gosto da sensibilidade, das artes E de tudo que faça sair dos ciclos monótonos automáticos, dos dias cansados.
Eu vejo poesia nos vidros dos  prédios, nas árvores paradas e no asfalto queimado de um dia ensolarado. Eu vejo poesia nos  carros parados no trânsito, com seus motoristas emburrados e pensamentos vagos.... A vida é poesia, com belas composições, rimas e  distorções
Observar as pessoas é complexo, a nossa "máscara" social "fala" que tudo é comum, normal, mas há dias em que é bizarro pensar na "evolução'" do homem... Olhar o modo com que, nós animais" racionais" nos portamos, o modo como nos prendemos à nada,  por questões "óbvias" e também por nada... Há tanta beleza e ao mesmo tempo tantas coisas "feias"! O que seria de nós sem e os protocolos da rotina, sem a disputa de ego e a competitividade? É quase impensável pensar sobre isso, mas  não é humano o que estamos sendo submetidos para engrandecer outros "humanos"...
Transito no interno das emoções vivendo a oscilação de vive-las inteiramente. Vivo do avesso, tentando entender os dias,  as agonias e todas as sombras da luz do dia. Viver entre as emoções é mistura-se em uma única forma... Se desgrudar é uma guerra infinita, quando se vive o sente.

Efêmero

O ócio acelerado, a usura pelo ouro de tolo E os copos cheios nas mesas, cheias de gozos vazios e efêmeros... Vida estática sobre os passos rápidos dos que não sabem dançar.

...

Os raios de sol que tocam  meu corpo alimenta a minha alma. O vento que adentra suavemente as minhas narinas regem a vida que dança sobre mim. O  corpo marcado, carrega todas as histórias do tempo vivido, a distorção do espelho  diante da minha imagem, não  reflete  os meus olhos, com verdade...  São outros olhos…  Meu corpo é  o reflexo de todos e  de tudo na minha mente, o vômito da mente impregnada nas minhas formas.
Se não há forças genuínas, Se os atos já são deboches, ironias, apenas vá... Se a e cúmplicidade  se faz vazia, apenas vá... Talvez o tempo conserte ou deixe inerte.
Olha para o céu Olha para o sol Olha para os galhos das árvores que dançam sobre o vento, Olha nos detalhes, mas olha com vontade . Estica o pescoço e levanta a cabeça além da onde consegues olhar.