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a cutucar...

Antes de seu dedo apontar,  os "defeitos" do outro reparar, se coloque no lugar. Atrás de nós há também, sempre um dedo  apontado nos nossos "defeitos" a cutucar... Antes de repetir esses erros sociais, estruturais, ancestrais de comportamentos, saiba que todos temos sentimentos. Empatia, e o único dedo  apontado, deve na  nossa consciência.
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Eu quero ir para o mato sentir o barro em...

Eu quero ir para o mato sentir o barro em meus pés descalços. Com as pontas dos dedos sentir a texturas das cascas das arvores e no rosto sentir o vento como um véu  de tecido leve que toca suavemente a pele trazendo sensação macia.  fechar os olhos e ouvir a orquestra de todos os seres vivos ali, sentindo o momento se unindo ao manto da terra Deixar fluindo as emoções comungando as sensações. 
queria sentar de frente para uma bela vista e me perder na imensidão das misturam que formam o desenho da paisagem... Queria conecta-se ao todo e ser um, em uma sintonia apenas olhar para ceú e sentir frio na barriga, euforia gostosa sentir-se leve sem o amanhã ter se preocupar ou que as contas chegaram. Queria boiar em águas cristalinas, apreciando o contraste do sol que penetra as  águas límpidas...
Passaram-se as "festas"... Não entendo tamanha euforia, me dá extrema agonia... Querem fugir do seus cotidianos massantes; Em apenas um dia, em excessos... Gastar, gastar e gastar, talvez, o que nós próximos dias venha a necessitar... Mostra-se  enfeitado, com adornos que enganam a si, e a todos ( quase) mascarar a realidade com fogos, e acabar com barulhos ensurdecedores a paz, que já anda pouca... Na esquina toca o samba, logo a frente o funk e do lado o forró... Misturam -se todos os sons, competem. A cada boom das pombinhas que as "crianças" acendem, e os cachorros se escondem ou latem sem entender a insanidade, que nessa dia pode se manisfestar... Adrenalina, euforia, ansiedade para  meia noite. E com os fogos que cobrem o céu... A angustia paira sobre o começo do declínio do breve gozo, está acabando. Mas no fundo a utópica sensação e um novo começo é a nova motivação ( pelos no primeiro mês) depois, MARASMO AUTOMÁTICO.
ando tão cansado... A faca no chão parece me provocar e juntos dos cabelos a metade da gilete me lembra coisas ruins. Na madruga estou tentando ajeitar a bagunça, a zona que esta em casa, tentando esquecer do vazio que sentindo por dentro. AO som de Aurora, que parece um anjo estou tentando me organizar... cada dobrada de roupa sento com as costas doendo, com corpo moído, encolhido e curvo... estou sentindo lá no fundo uma melancolia intensa... Essa sensação  de que  não há jeito para nada, que tudo esta sem rumo. E está... Eu me engano, como se assim fosse ( e as vezes é) tornar a vida ais fácil... A realidade é dura,  além sermos enganos desde sempre (manipulados) inconscientemente,  sofrer com auto engano..
Sinto o declínio da sanidade, o esgotamento transborda e me afoga, nas incertezas de tudo... Sinto a agonia de procurar evasões vazias. Em cascas supérfluas, criar formas externas de afirmação. Todo tempo, todos os lados emitem formas de posturas, e gritos silenciosos, velados... É como um irmã, você apenas sente-se puxado sem um controle, você se envolve e entrega seus olhos ao marasmo confortável. Mas será que é só isso? Dias iguais, repetições daquilo automático. Me sinto um furacão em erupção, queimando por dentro, sinto o desastre da gaiola "invisível". Engessado, imóvel, inerte... Até as lagrimas são controladas, elas vem e ficam bloqueadas, e como pesam... É inexplicado o conflitos de sensações e emoções. Nilismo, céticismo e todo peso de entender-se, de ser, de precisar SER. Queremos só conformo e gozo! Perder a sanidade é como uma luz no fim do túnel. talvez seja a melhor gozada!

Autorretrato : Corpo - Esboço - Ângulos - Imersão - Reconexão...

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Ângulos, Imersão, reconexão... Dobras, excessos, contorção (aflição)... Foram noites (são) dias de olhadas em todos os reflexos. Horas para compensar mutilações. Aflições. No breu era mais confortável, mas os toques   causavam repulsa e precisava mais que um escuro. A "ameba" queria um buraco para se esconder... Os cantinhos, de preferência, sozinho. A introspecção sempre foi o melhor lugar.   " Como vou ficar descalço, todos irão ver meu pé...."  Ei, pé de bola... Essa lancha... Tá todo mundo vendo meu pé... Seu  tá inchado?... Analisando-se  Textos e desenhos Rafael Antonio Domingos.
No fim estaremos sozinhos, não terá mãos para segurar, ombros para chorar... Somos a melhor companhia de nós, O acalento de nós mesmos! As relações de amizades, gozos, prazeres não devem ser apegos. E como já diziam: todo dia é um dia  a menos, não ( há )mais. Essa matéria que nos projeta, está em decomposição... Me perco e não me vejo... Faço dos excessos meu grito, do que pode ser um desespero...
No escuro cai tudo por terra, o que vale são os sentidos, as sensações. É como enxergar  sem os olhos, é ouvir com atenção, sentir os cheiros, as emoções. Não importa as aparências, no escuro isso não faz diferença. No  blecaute, você tem que encarar sua própria escuridão. Será que enxergamos mesmo? Ensaio sobre a Cegueira? Despertar os sentidos além do automático, comodo, é experimentar, vivenciar,  uma forma de em nós entrarmos...

Morte

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Pintura e Texto : Rafael Antonio Domingos. Quando ela se faz presente entre a vida, fica as lacunas, as feridas. O choque de não existir, é algo que deixa um grande vazio, uma grande lacuna sem poder expressa-lá, o que se passa na mente, nos sentimentos. A sensação é de cair em um abismo escuro que nunca tem fim ( um despencar continuo) Me perguntaram o que  me faz crer que estou vivo. E um vaco sempre toma conta... Incógnita É preciso fazer um lembrete: Todos os dias são únicos. Todos os segundos, instantes. São únicos. Ser racional é lembrar que sair de casa, não quer dizer que irá voltar. A morte é incógnita Cria-se uma dualidade, uma briga que todos que se questionam devem passar. Se cada momento é único,para que se irritar? se limitar, brigar... Sistema de merda, homem evoluído de merda! Pés nos chão! Trabalhar demais é morrer em vida, não se questionar, não dançar, ou só em casa ficar, é morrer em vida. Para que esperar o momento chegar para que...

Imersão

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Pintura e Texto - Rafael A. Domingos Quando me olho, vejo-te. Em nós há um pouco de todos, em todos há um pouco de nós. As vezes subestimo-me de tudo que já fiz, de tudo que sou, acho pouco, acho muito. Mas o que é pouco e muito? Em pleno o gozo da "juventude" as questões são montanhas, nas costas. ( quero a criança  que fui de volta) As minhas evasões vem em dias de esquecer, viver, e há muitas não, submeter-me. Quando as palavras se incorporam e ganham cuidado na sua composição, torna-se eu. Em borrões de tinta posso sucumbir-me, perde-me, encontrar-me, nos sentidos das pinceladas dançar... As vezes nada consigo ver. Nas minhas expressões há variantes das inconstâncias, que sou. Essas estranhezas, vislumbres, são olhos de vidro, as vezes nítidos da nossa "sanidade", as vezes sujos e rachados, dificuldades para enxergar. Imersão em si, é abismo vasto. Dentro do universo interno há espaços imensos, amontoados, fios embaraçados, caminhos ...

Explosões.

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Explosões Pintura e texto Rafael A. Domingos Carrego dentro mim uma bomba relógio. Há qualquer momento pode explodir, e destruir-me por inteiro. Minhas emoções. O maior devastador da nossa especie, O maior dominante de nós. Nessa explosão, morre-se ou vive-se. Afunda ou emerge, dança ou recolhe-se. Nessa erupção, as emoções rodeiam queimam, esfriam, criam, destrói. Explosões são como redemoinhos desgovernados que se governa acalmam -se. Regeneram-se. Não se sabe por quanto tempo, ficaram, Apenas sabe-se que de nós fazem parte.
Situar-se  é necessário como um pressagio. Em todo caminho  há estrelas, já dizia Quintana. O nosso caos nos cega,  parece amnesia Essa venda nos olhos nos impede  de sermos melhores quando não reconhecemos que  em dias piores, também nos tornamos nobres. Todo vilão já foi mocinho, oprimido. Ao não exercer quem somos, desde o grotesco, profundo e superficial, Seremos incompletos e irreais. desumanos  e continuaremos sendo animais. Estatuas são lembranças congeladas no tempo, perecível ao tempo. Vamos tirar as mascaras de tempos que nos assombram, desmascara-los, bate-los de frente. Essa luta com tempo que nos trás quem já fomos, é um elo que precisa se juntar, para o quem somos no presente continuar a caminhar...

Deus

Quando me perguntam o que é deus,  logo penso: Deus é a vida, é o ar que entrar nas narinas, o chão que tu pisas, o cachorro que late, o rato do esgoto. Deus é você, sou eu! Deus é o ladrão, os mendigos e a elite. Deus é amor, raiva, tristeza felicidade, Ódio, e todas emoções Deus é humano, animal, (átomos) deus  é todos.

Fragilidade..

Mostrar nossas feridas, é abrir a janela da nossa imensidão, não é ser frágil, é efusão. É mostra que existem dois lados da casca, da nossa superfície. Atrás dos olhos, é possível entrar. Semelhantes  a nós, podem, nos inspirar, mesmo com  suas dores. Na semelhança o incomum se torna um lampejo de esperança...

O tempo é uma brecha de tempo, no momento presente?

É domingo de um feriado prolongado, lá fora, garoa fina e neblina, Consigo ver pela luz do poste da rua. Já no banheiro, debaixo do chuveiro, com a luz apaga e deixando a água  cair, Fiquei pensando no tempo. O tempo é uma brecha de tempo, no momento presente? Como se mede o tempo, Não consigo descrever o tempo, Será que nós somos o tempo? Fico gastando esse tempo, pensando no tempo.

...

Como em um único dia, pode-se encontrar a magia, de conversar, abrir-se e se sentir à vontade, como se fosse uma longa amizade. Fazia alguns anos que eu não sentia frio na barriga. Fico assustado, É um sentimento bagunçado, que um dia me revirou bagunçou... Uma breve queimação, com ar pesado no estomago! Euforia, Quase um orgasmo de intelecto, sem  tocar. Um beijo especial...
Feminino masculino, macho, É bagunçada essa divisão, no organismo correm as duas esferas, macho e a fêmea... É efêmera o que são. É obvio a estruturação biológica... Mas o que isso importa, quando na mente brincam essa fluidez de ser... Querem nós enquadrar, hostilizar. o social é só onda oscilando o tamanho, velocidade. Não é constante, uma hora quebra e se mistura no mar.
No meu pequeno espaço quadrado, porta amarela manchada de tinta óleo, parede marcada com mãos de tinta, minhas marcas de momentos de completa desordem... Nesse espaço que expressa o que sou por dentro e por fora. Deitado na cama de cara com a pia, Esse pequeno espaço são os traços, do meu dia a dia. Onde  fundo-me com  todo o resto, me tornando apenas esse espaço pequeno , quadrado.