Postagens

Eu vejo poesia nos vidros dos  prédios, nas árvores paradas e no asfalto queimado de um dia ensolarado. Eu vejo poesia nos  carros parados no trânsito, com seus motoristas emburrados e pensamentos vagos.... A vida é poesia, com belas composições, rimas e  distorções
Observar as pessoas é complexo, a nossa "máscara" social "fala" que tudo é comum, normal, mas há dias em que é bizarro pensar na "evolução'" do homem... Olhar o modo com que, nós animais" racionais" nos portamos, o modo como nos prendemos à nada,  por questões "óbvias" e também por nada... Há tanta beleza e ao mesmo tempo tantas coisas "feias"! O que seria de nós sem e os protocolos da rotina, sem a disputa de ego e a competitividade? É quase impensável pensar sobre isso, mas  não é humano o que estamos sendo submetidos para engrandecer outros "humanos"...
Transito no interno das emoções vivendo a oscilação de vive-las inteiramente. Vivo do avesso, tentando entender os dias,  as agonias e todas as sombras da luz do dia. Viver entre as emoções é mistura-se em uma única forma... Se desgrudar é uma guerra infinita, quando se vive o sente.

Efêmero

O ócio acelerado, a usura pelo ouro de tolo E os copos cheios nas mesas, cheias de gozos vazios e efêmeros... Vida estática sobre os passos rápidos dos que não sabem dançar.

...

Os raios de sol que tocam  meu corpo alimenta a minha alma. O vento que adentra suavemente as minhas narinas regem a vida que dança sobre mim. O  corpo marcado, carrega todas as histórias do tempo vivido, a distorção do espelho  diante da minha imagem, não  reflete  os meus olhos, com verdade...  São outros olhos…  Meu corpo é  o reflexo de todos e  de tudo na minha mente, o vômito da mente impregnada nas minhas formas.
Se não há forças genuínas, Se os atos já são deboches, ironias, apenas vá... Se a e cúmplicidade  se faz vazia, apenas vá... Talvez o tempo conserte ou deixe inerte.
Olha para o céu Olha para o sol Olha para os galhos das árvores que dançam sobre o vento, Olha nos detalhes, mas olha com vontade . Estica o pescoço e levanta a cabeça além da onde consegues olhar.
Estamos sempre atrás de emoções, prazeres e qualquer que coisa que salve o nosso dia. Estamos sempre fugindo de nós mesmos...
O que seria de mim sem "você"? Somos o encaixe perfeito, a conexão em uma única vida... Estamos sempre juntos, se amando e se odiando, lutando e tentando se entender. O que seria de mim sem mim? Não é narcisismo, é reconhecer o valor de ser quem se é, é acolher-se entender-se.
Cada pessoa é um universo Por trás dos olhos vidrados e pensamentos vagos, o sol pode brilhar para quem o céu contemplar. É difícil se acostumar com dias em que  não se quer levantar e  obrigar-ser à   ir trabalhar. Por trás das caras fechadas, quase fardadas e a idade sentada querendo de volta a juventude roubada, por Morais empurradas, ditaduras quadradas. No livro "sagrado" a vida depositar, maquiar propósitos buscar e se autofragelar. Rezas, crenças... Pião desgovernado no mundo parado, que te faz rodar, perdidos...

Desvaneios

Curvados com a cara na tela e ouvidos abafados. Estamos tentando fugir do real, para dentro da tela criar um mundo surreal. Curvados, e corcundas... E fundi-se a nova formação genética corporal, estrutural do Sapiens Sapiens... Pés de boneca sem dedos, igual de manequins que não tocam o chão, os insights  vem, e os meus olhos acordam para a vida, onde na maioria das vezes me perco por supérfluos prazeres, que não me fazem gozar... Entre a labuta de um dia claro cheio de penumbra fico a mercer de ir atrás do pouco para sobreviver, e alimentar o básico do capitalismo escravo. E mesmo assim procuro vida no transporte apertado, e nos dias nublados. Vendo a inocência da criança que canta, segurando a mão da mãe área nos pensamentos, procuro vida... Quando fecho os olhos e entro em devaneios.

Teu corpo é de barro exposto ao tempo

Imagem
Teu  corpo é de barro  exposto ao tempo, meu corpo é barro exposto ao tempo o tempo não perdoa seu rosto que não é de porcelana ou concreto, Nas linhas expressivas ele se mostra, nas linhas o tempo marca o seu tempo. Cuida do tempo que resta, cuida para não esvair-se  sobre o tempo, o ar  dos momentos que tem tempo para acabar...                   Rafael A. Domingos
E mais uma vez o ócio corrói o vazio da vida, sem vida no meus olhos cansados, dos dias cinzas. E mais uma vez a madruga vazia, pesa no meu estomago  faminto por novas energias que querem ser digeridas no ócio de mais um dia. E mais uma vez, e mais uma, MAIS UMA, e mais  uma vez...  
Imagem
Eu escolho a vida, os desencontros, as incertas, a felicidade e consequentemente a tristeza... Ela sempre vem, no vazio e nas entranhas há renascimentos, no fundo e aqui dentro...  Eu escolho me retirar para emergir, entender-me florescer, desenvolver. Eu escolho a vida! Escolho dar-me meu sentido, mesmo nos dias sozinho na cama que me sucumbi e os dias sem sentidos, ansiedades e vazios... Eu escolho a vida. Mantras, e livros. Consolo no sol que alimenta a melanina, enche-me de energia em manhas frias... Eu escolho a vida que é experimentação,  amplo, vasto campo para compreensão e ainda sim muitas, muitas questões... Eu escolho a vida.
Eu posso colocar as minhas melhores fotos,  os ângulos que eu quero ser visto. Assim alimentar as suas expectativas e  idealizações  de ser  quem  eu não sou. As fotos não dizem nada sobre mim, são momentos congelados, as vezes " montados". Eu sou feito do mesmo barro que se decompõe  sobre os dias que passam, eu sou a alma ligada ao corpo que não me reflete, eu estou por trás   dos olhos, feito de sentimentos intensos, eu sou a metamorfose  que se metamorfoseia... Eu sou abraço apertado,  o sorriso,  a expressão que fala. E no fim não sou mais nada disso,  a não ser mais uma memoria que será perdida no tempo.                    Rafael A. Domingos

O descontrole é a melhor sensação.

Me sinto melhor quando me expresso, e deixo as coisas fluírem, quando deixo a criatividade que há em mim brotar, e com os dedos e com a mão na tinta, eu brincar, me sinto inspirado, vivo e elevado, com vontade de explorar, recriar me mudar, me reinventar. Me sinto conectado com o equilíbrio e desequilibrado. Hoje pintei dois sapatos, dois calçados comprados já velhos, quase descartados. Taquei-lhes tinta, preta e branca. E com medo de tudo melecar, tentei minuciar a delicadeza, mas com euforia, melequei tudo! O descontrole é a melhor sensação.

Me deixa viver..

Imagem
Me deixa ser sem rumo desprendido do mundo quero viver sozinho não do social, mas de más intenções e personagens falsos que engrandecem o ego e a mentira da rotina desprovida de vida. Me deixa sozinho, no meu mundinho com a minha solitude que nada tem de solidão. me deixa aprender  a viver e compreender as razões que levam as pessoas para o precipício das ilusões.... me deixa viver  com pouco, fazer de cada dia, um único dia e no presente ser presente, olhar o horizonte infinito e suas belezas, Me deixa ser, apenas me deixa viver.
Imagem
Vazio... Há um espaço oco em mim, há um vácuo cheio de  emaranhados, vagos...
Imagem
vai colocar esse espelho quebrado dentro de casa? dá azar... Espelho quebrado, retrata  e reflete os  cacos de ser  quem eu sou... Incompleto? Incompreendido? Talvez? Espelhos quebrados, porque devem ser descartados se ainda refletem? O que incomoda  são os cacos, ou são como estamos por dentro?. Somos diagonais,abstratos e formas redondas... Espelhos quebrados também refletem, só cuidado para não se cortar, cada um enxerga de uma forma, uns criam outros destroem... se cortam... Espelho quebrado reflete a sua imagem quebrada Espelho quebrado é espelho abstrato com formas espelho. Me reflete, mesmo quebrado mesmo quebrado estou a refletir ou em cacos Reflete o que não quero ver reflete meus cacos. reflete o dia e a noite em caco em pequeno átomo de forma quebrada espelho quebrado, espelho quebrado espelho quebrado Porque dá azar, se já sou azarado nessa vida em cacos? espelho quebrado que reflete a realidade dos que não querem enxergar...

subversão

A aparência será sempre  o carro chefe sobre qualquer qualidade ou verdade. Não importa  a essência, as aparências,  são as luzes que refletem sobre os cegos. Pobrezinhos, pobre de nós! Nos deixamos levar  pelo encantamento, daquilo que tem prazo para se esgotar. E os que o não tem? São o chão para os  que "tem", querendo ser sua sombra, seu reflexo, e no fundo são (somos) patéticos, atrás do que nem sabemos que o é. Não sei porque me surpreendo diante das futilidades de praxe( vamos atrás) Essa programação mental... Causa-me subversão.